Sem comentários... é uma cidade em rede, conectada por todo o lado com o mundo, seja fisica, seja virtualmente.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
This is São Paulo: the chaos creative!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Jon Maddog Hall - Um cão poderoso, mas nem tal mal assim!
Hoje, o Campus Party, recebeu a visita e palestra de um dos principais personagens mundiais da tecnologia da informação, importante disseminador do código aberto que, junto com Linus Torvalds, comanda a Linux International. É uma das figuras mais respeitadas nas comunidades de desenvolvedores, tendo uma relação de admiração mútua com a comunidade do Software Livre do Brasil. Maddog já visitou o Brasil inúmeras vezes em diversas oportunidades e é considerado um dos papas do Software Livre, aclamado pelos seus milhares de seguidores como uma respeitosíssima personalidade. Dono de uma simplicidade incrível, uma aparencia de "papai-noel", desfilou pelos corredores do Campus, conversando com os campuseiros e tirando fotos com todos que desejaram.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Modding: Dando personalidade à máquina
No Campus Party existe uma galera inteira a trabalhar na "turbinação" de suas máquinas. É um ritual de montagem e desmontagem de equipamentos e de composição de outros. Assim também nascem os robozinhos. De uma infinidade de parafusos, fios, conectores, luzinhas, chips, resistores, etc.
Dentro da programação do evento, está rolando alguns concursos para premiar os aparelhos mais criativos. Também existem cursos para os interessados em aprender a arte do bricolage tecnológico. Um deles é o curso para criar um LCD próprio.
A Campus Party cheira a pipoca!

Existe um espaço com uma dezena de fornos de microondas à disposição dos participantes, ao lado de uma confortável sala com almofadas e telões com desenho animado para que os cansados possam relaxar. E na falta de um pacotinho, existe um ponto de compra para as próximas boquinhas.

Nada aqui segue padrões convencionais, tudo está adaptado ao universo do campuseiros, cores, formas de preparo, músicas, etc.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Inclusão Digital brasileira: laptops a $ 100

O governo federal está promovendo a produção dos laptops de $100 (cem dólares). Para quem nunca viu e está morrendo de curisosidades para ver como seria uma pecinha dessas, seguem duas fotos dos últimos protótipos em estudo.
Eu testei e aprovei! Além de funcionais, são bonitos, pequenos e leves. As crianças poderão transportar facilmente de um lado para outro, sem os pais se preocuparem com peso e tamanho do equipamento. Apesar de pequenos, possuem tudo que é basicamente necessário num laptop comum.
Quem dera que toda criança na escola receba um computador como esse. E o melhor, vem com os programas do sistema operacional, suite de escritório (editor, planilha e apresentação) e navegador de internet e leitor de e-mail, tudo com software livre. A intenção do governo é, também, oferecer conexão de internet para que as crianças possam estar conectadas ao ciberespaço. Dá-le Brasil!
Hora da bóia: campuseiro também precisa comer

Uma nota de referência precisa ser feita: a organização do Campus Party está de parabéns com relação aos serviços prestados à comunidade campuseira. Tanto nas questões mais simples, como a limpeza, parte técnica, alojamentos, quanto na parte fundamental de alimentação. O self-service, apesar de simples, é muito bem preparado e apresentado. Nada de filas, nada de racionamento. Comida à vontade e sem problemas.
Robótica: Humano & Não-Humano (ou 1/2 humano)
A sensação do evento é o humanóide Quasi, esse robozinho da foto abaixo. Ele conversa com os participantes, aperta a mão, dança, agita a galera. Na opinião dos mais entendidos em robótica, ele é super poderoso; na opinião dos mais leigos e das crianças, em geral a expressão é quase sempre a mesma, encantamento, como o do depoimento técnico de uma amiga da alta tecnologia: Ai, que fofo!


Aqui pode-se experimentar de tudo. Falar com humanóides, assistir campeonatos de futebol de robôs, fazer curso de montagem e programação em robótica, participar de concursos e ganhar prêmios, etc.

É uma visão do futuro que já não está tão distante. Dentro em pouco, estaremos vivenciando realidades profetizadas no clássico filme Blade Runner. Um mundo misto, permeado de humanóides, máquinas, robôs, realidades virtuais, e também, de HUMANOS.
Inclusão Digital: Para que todos possam estar conectados!

Uma das inovações do Campus Party Brasil 2008 é a questão da preocupação com a inclusão digital.
Num país com tantas discrepâncias, onde pode-se encontrar o maior número relativo de pessoas conectadas à Internet, e ao mesmo tempo, uma população completamente excluída desse universo, o evento vem permeado de atividades, estudos, trocas de experiências e propostas para efetivar uma maior inclusão digital. O Principal evento é o Seminário Nacional de Inclusão Digital, realizado simultâneamente na programação do evento.
Jogos: realidade e virtualidade
Este é um jogo interativo, onde o jogador utiliza o próprio corpo para lutar com seres virtuais. Basta estar numa arena repleta de sensores de movimento que faz um escaneamento completo do seu corpo. Cada movimento é captado e transferido para o mundo virtual. A imagem do jogador aparece num telão, misturada com a dos seres virtuais mais variados. É um espetáculo para quem joga e quem assite. Simplesmente, mega-ultra-power!

Este é um simulador de vôo, utilizado pela aeronáutica para treinamento dos pilotos. Serve também como um gostoso jogo, onde pode-se experimentar a emoção de um combate aéreo, sendo o protagonista de comando da aeronave. Inluindo óculos tridimensionais, a experiência é a de estar, de fato, dentro de um jato de guerra, sobrevoando vales, montanhas e cidades. O mais empolgante é estar em rede com outros jogadores e poder formar as esquadras de defesa que lutarão contra inimigos virtuais. Show de bola!

Este é para os aficcionados por velocidade, um carro de corrida bastate realistico, cheio de controladores, com acelerador, direção, câmbio de marcha, etc. O "para-brisa" é um monitor gigante que transporta o jogador para uma realidade virtual/real. O carro faz movimentos de curvas e tem um sistema de ar que simula o vento no rosto do jogador. Só não tem a parte ruim da história. A sensação dos trágicos acidentes, o que pode levar a alguns adeptos deste jogo confundirem a virtualidade com a realidade e acelerarem mais que o permitido com seus simples carros no dia-a-dia.

Estes são os mais comuns e que permeiam grande parte do pavilhão. os jogos em rede. Aproveitando a alta-velocidade e a gratuidade da Internet no Campus Party, centenas de jogadores estão conectados em jogos partilhados, second life, etc. É um mundo místico cheio de cores, de velocidade e de iamginação. Aqui tudo pode acontecer.
Tecnologia, paixão e criatividade

Para os aficcionados por tecnologia, as máquinas fazem parte do cotidiano, compreendendo um universo comum que dá forma ao misto de realidade e virtualidade. O mundo de um apaixonado por informática, ou da tecnociência, é composto de elementos humanos e não-humanos, como teorizado por Bruno Latour.

Conforme expressão desse universo múltiplo, os equipamentos tomam formas variadas, extrapolando os tradicionais formatos quadrados e funcionais, adquirindo formas ousadas, personalizadas consoante a personalidade e os gostos particulares de cada um.

Como diria o meu sobrinho mais novo: É cada máquina irada, brother!
Dormiu bem? - Ainda não sei, não tentei!

Primeira noite no Campus. Barracas preparadas, atividades a rolar o tempo todo, barulho, agitação, roncos, passos, música, foi um desafio a todos os campuseiros que "tentaram" dormir depois da abertura oficial do Campus Party 2008.
Hoje pela manhã, olhos inchados, alguns por não os terem afastados sequer um minuto da tela luminosa do computador, outros, por não terem conseguido dormir. Mas, energia é o que não falta por aqui!
Então, vamos a isso, tentarei estar postando tudo de bom que acontece por aqui.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Gilberto Gil no Campus Party 2008
Conforme solicitação da organização do evento, um ritual que já é repetido a 11 anos nas edições do Campus Party, será mantido. Todos os monitores (ecrãs) dos computadores e notebooks serão desligados, uma contagem regressiva a partir das 23h55 será iniciada e todos os presentes ligarão as máquinas ao mesmo tempo as 00h00 do dia 12, marcando oficialente a abertura desta grande festa da tecnologia em rede.
Após este momento, seguirão as cerimônias oficiais de praxe de abertura, com o coroamento de uma grande festa com muita música eletrônica, samba e MPB até não se sabe que horas, pois o evento funciona 24 horas ininterruptamente.
Toda a movimentação pode ser seguida simultâneamente por 3 câmeras com streaming ao vivo, por imagens da Campus TV, cujos links podem ser acessados diretamente do site oficial do evento e também por vídeos disponibilizados no canal do Campus Party no YouTube e nas dezenas de Blogs e sites que cobrem este evento minuto a minuto. Um bom consolo para todos aqueles que não puderam vir pessoalmente prestigiar este encontro fenomenal de tecnologia, criatividade e liberdade.
Operação: Salve o Planeta!!!!!!!
Cada minuto precioso!
Começou em São Paulo o maior evento de tecnologia do mundo
O público pode participar como inscrito ou visitante. Os inscritos – três mil pessoas – mudam-se com computadores e malas para as instalações do evento. Lá, além de barracas e um local para acampar, encontram uma completa infra-estrutura de serviços, lazer, alimentação e, principalmente, tecnologia. Todos têm à disposição uma poderosa conexão de 5Gb por segundo, a mais potente já oferecida para usuários individuais em todo o mundo. O presidente do grupo E3 Futura, Paco Ragageles, prevê que essa velocidade só chegará aos nossos lares daqui a pelo menos cinco anos. Mas não é apenas para provar a Internet do Futuro que os inscritos se mudam para a Campus Party. Eles também são atraídos pela intensa produção e troca de conhecimento, característicos do encontro. A grade de programação traz mais de 300 atividades em dez áreas principais: Astronomia, Criação, Desenvolvimento, Games, Modding, Música, Robótica, Simulação, Software Livre e CampusBlog.
São palestras, bate-papos, desconferências, oficinas, desafios e performances que contemplam todos os níveis de conhecimento. O destaque fica com o talento nacional. "Será uma chance de reconhecermos o potencial do Brasil nesse novo cenário tecnológico", afirma Marcelo Branco, diretor do evento e uma das principais autoridades em software livre no mundo.
Mas não é preciso ser hacker ou geek para participar da Campus Party. Os visitantes e convidados "leigos" têm acesso ao térreo baixo da Bienal, que reúne as áreas Campus Futuro, Expo e Lazer.
A Campus Futuro é formada por quatro atrações da vanguarda tecnológica que podem ser testadas pelos visitantes: ReacTable – instrumento musical em forma de mesa, onde vários usuários partilham o seu controle, deslocando e rodando fichas transparentes. Kick Ass Kung – instalação onde o participante faz acrobacias com o próprio corpo para derrotar seus adversários; DIT – mesa interativa acionada pelo toque e que pode ser usada por diversos softwares; Vistusphere – capacete que leva o jogador a uma incrível experiência de entretenimento simulado.
Na área de Lazer, ocorrerão apresentações de DJs, demonstrações de robôs e uma tenda da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Recreação promete contrabalancear o ritmo dos campuseiros com sinuca, futebol de botão, pebolim, dardo, cata-varetas, carteado, tranca, xadrez, dama, dominó e jogos de tabuleiro.
No setor Expo, os patrocinadores terão estandes com diversas atividades interativas. A Red Bull, por exemplo, levará para o evento um simulador de Stock Car, a Hackerteeen e a 4Linux promovem competições em um touro mecânico, e a Intel e CCE fazem degustações de computadores e notebooks de última geração.
Por meio de um dos telões instalados na área aberta ao público, será possível ainda acompanhar a movimentação da arena com três mil computadores ligados à potente rede de 5Gb, velocidade suficiente para baixar todos os títulos da Biblioteca Nacional brasileira em apenas alguns minutos. A Telefonica, principal patrocinadora do evento, vem trabalhando desde o fim do ano passado em obras de infra-estrutura para disponibilizar essa conexão, o que estimula as discussões sobre o futuro da tecnologia e colabora para os avanços na área.
Ø Link para o Site Oficial do evento:
http://www.campusparty.com.br/
Ø Link para Arquivo de Fotos da Campus Party 2007
http://web7.campus-party.org/index.php3?SEC=1000&action=VERGALERIA_CP2007&id=25&menu=Miercoles&checksum=be6f16804c61c92e954476e36b7c8395
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Campus Party Brasil 2008: Está chegando a hora!

Está chegando a hora!
Faltam poucos dias para se abrirem as portas da maior festa tecnológica do mundo! Nesta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, tem início esta grande celebração das comunidades da Internet.
A Bienal do Ibirapuera já ferve com o espírito da Campus Party!
Neste momento a montagem de toda a estrutura do evento está em seus detalhes finais.
Dê uma olhada antecipada na área onde vai funcionar a arena dos participantes, que será o coração da Campus Party Brasil. E prepare-se para viver aquela que será a maior festa mundial de tecnologia, conteúdo e entretenimento digital!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Obrigaduuuu Floripa!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Mais um absurdo: Yahoo! quer patentear o "Drag and Drop"

A megacorporação Yahoo! tem planos para entrar com um pedido de patenteamento de uma operação vastamente utilizada no mundo pelos usuários de ambientes gráficos. A Electronic Frontier Foundation (EFF) alertou que o Yahoo! quer patentear o movimento de "drag and drop" (arrastar e soltar) objetos nas interfaces.
No passado foi a Microsoft que veio com a intenção de patentear o "doble click" (duplo clique), para abrir um arquivo ou para ativar/executar uma operação. Obviamente que o escritório de patentes americano entendeu que o pedido era absurdo, pois não se tratava de uma inovação, nem de um procedimento, mas sim de uma ação muito comum, e negou o pedido.
Atitudes como esta, de vez em quando, surgem nos planos de um ou outro muquirana no mundo. Você já pensou se o inventor da bicicleta tivesse o direito de patentear a ação de pedalar? Só haveria uma marca de bicicleta no mundo até hoje, ou na última das hipóteses, a mais cruel, todas as concorrentes e usuários deveriam pagar a este primeiro os royalties pelo uso de sua "tecnologia" (???).
É por isso que advogamos a premissa de que as patentes de softwares, de algoritmos e de equações matemáticas deveriam ser proibidas, sejam elas quais forem, pois o único objetivo destas armadilhas é o de bloquear o uso de procedimentos lógicos necessários para o desenvolvimento das tecnologias.
Fato é que a Yahoo! entende que deve levar em frente a sua intenção de criar uma "patent for 'smart' drag and drop", ou seja, defende o direito de primazia e de autoria para um método de arrastar e soltar objetos de uma interfacepara outra. Se tiver um ganho favorável, imagine o quanto de concentração esta megacorporação terá, pois na atualidade quase a totalidade dos programas gráficos se utilizam deste recurso, que tornou-se trivial para qualquer usuário pouco treinado.
Veja a íntegra do texto publicado pela EFF, onde destaco a parte em que tudo fica muito claro e descarado:
"A computer-implemented method for manipulating objects in a user interface, comprising:
providingthe user interface including a first interface object operable to beselected and moved within the user interface; andin response to selection and movement of the first interface object in the user interface, presenting at least one additional interface object in the user interface in proximity of the first interface object, each additional interface object representing a drop target with which the first interface object may be associated."
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Boas notícias: Nature com Creative Commons!
“Em seu impulso contínuo por tornar os artigos cada vez mais acessíveis, a NPG (Nature Publishing Group) vem envigorar uma licença Creative Commons para o reuso de artigos sobre o genoma. A licença permite a editores não-comerciais, seja de que forma estes sejam definidos, que as versões em pdf e html dos artigos sejam reutilizados. Os usuários são livres para copiar, distribuir, transmitir e adaptar a contribuição, desde que atendendo a propósitos não-comerciais, sujeitos às mesmas ou a similares condições e atribuições da licença".
“Em 1996, conforme avançava o seqüenciamento do genoma humano, atores fundamentais do processo declararam: ‘Foi acordado que toda informação sobre a seqüência do genoma humano, gerada por centros financiados para seqüenciamento humano em larga escala, deverá estar gratuitamente disponível e em domínio público, de forma a fomentar a pesquisa e o desenvolvimento e a maximizar seus benefícios à sociedade’. Tais princípios continuaram a guiar o campo, e a NPG vem consistentemente tornando os artigos sobre o genoma gratuitamente disponíveis. Esta nova licença nos permite formalizar tal compromisso.”
Fonte: BoingBoing
Urnas eletrônicas terão sistema operacional Linux nas eleições
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral decidiu, na sessão administrativa do último dia 13, autorizar a substituição do sistema operacional VirtuOS e Windows CE de todas as 430 mil urnas eletrônicas, pela versão de software livre Linux, a ser desenvolvida pela equipe técnica do próprio Tribunal. O objetivo é conferir mais transparência e confiabilidade à urna eletrônica e ao processo eleitoral. O novo sistema estará em vigor nas próximas eleições municipais, em 2008.A Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) sugeriu a adoção de um sistema operacional baseado em software livre, adaptado para a urna eletrônica e que seja de propriedade da Justiça Eleitoral. A intenção é facilitar a auditoria do sistema operacional por parte dos interessados em se certificar que todos os sistemas são confiáveis e seguros, diminuir os custos de aquisição de novas urnas eletrônicas em virtude da utilização de um sistema operacional gratuito e, ter um único sistema operacional para simplificar e diinuir o custo de desenvolvimento, testes e homologação dos sistemas das urnas eletrônicas.
A equipe técnica do TSE, desde 2002, vem realizando testes para viabilização de uma solução de código aberto. Foi escolhido o sistema operacional Linux, software código-aberto (Open Source) cujo núcleo vem sendo desenvolvido e aprimorado desde 1991, quando o seu criador disponibilizou o código na Internet. Várias empresas como IBM, HP, Intel, Dell, entre outras, têm investido em código aberto. Atualmente existem mais de 450 distribuições diferentes no mercado. Segundo a Secretaria, as vantagens da utilização do Linux na urna eletrônica são: padronização, pois é possível utilizar o sistema operacional Linux em todos os modelos de urna; transparência, por se tratar de um sistema operacional aberto, todo código-fonte está disponível ao público em geral e pode ser auditado livremente; independência, já que o desenvolvimento será realizado pela própria equipe técnica do TSE, não haverá dependência de fabricante ou fornecedor, muito menos haverá pressões mercadológicas para atualização de versão, nem dependência de políticas de licenciamento e suporte, como ocorre hoje.
Outros aspectos positivos são: a confiabilidade; o custo zero, pois não há pagamento de propriedade intelectual e de direitos autorais, pois não requer qualquer licença; e sua adaptação às necessidades da Justiça Eleitoral, uma vez que conterá somente o necessário para o funcionamento da urna. A manutenção ou qualquer alteração poderá ser feita internamente e com muita rapidez, sem a necessidade de intervenção do fabricante ou fornecedor.
Essa substituição, por fim, aumentará a credibilidade das eleições, pois a substituição dos atuais sistemas operacionais utilizados por Linux é um fator facilitador para apresentação do sistema na íntegra, incluindo o núcleo, sem as dificuldades impostas pela propriedade intelectual dos criadores.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Crise de emancipação: informação que produz formação (???)
A população brasileira está a passar por uma crise de independência que se estende desde a sua Independência formal de Portugal, no final do século XIX, culminando com o fato político de 7 de setembro de 1822, representado alegoricamente pelo famoso grito do Ipiranga. Entretanto, não é dessa emancipação política que quero me referir neste texto. É da capacidade de emancipação cognitiva e de escolha que sempre foi controlada neste país, pelos mais diferentes instrumentos, fossem eles diretos, como as ditaduras e seus aparelhos de censura e repressão, fossem os indiretos, como a televisão, a imprensa e as novelas, como criadoras de um padrão cultural geral para esta nação-continente.Nem vou me referir da Educação formal, pois esta, coitada, na sua grande maioria sempre foi uma natimorta, está falida desde antes de ter nascido oficialmente. Observe o leitor que eu não sou um generalista, e nem um cego. Paulo Freire, uma das maiores personalidades mundiais dos últimos tempos, era brasileiro, e o desenvolvimento teórico e até prático no campo da pedagogia brasileira é vastíssimo e inovador. Pena que todo este acúmulo não chega aos projetos políticos pedagógicos das escolas e aos alunos. O ranço positivista dos militares ainda permeia a cosmologia do universo educacional do país, sobretudo nas escolas públicas. Enquanto isso, em pleno século XXI, percorro o conteúdo programático de alunos dos cursos de pedagogia de uma universidade federal e, com um assombro, vejo com tristeza que ele está fartamente preenchido com autores europeus e americanos de todos os naipes, renomados pensadores, sem tirar e nem por de seus méritos; entretanto, fica patente, também, a ausência de um “santo da casa”, Paulo Freire continua a ser um ilustre desconhecido (ou rejeitado) pela academia brasileira. Que pena! E disso dou testemunha porque vi e lastimei.
Ontem, enquanto navegava na Internet em busca de alguma informação, mantinha a TV ligada na Rede Globo de Televisão, uma das maiores emissoras de TV e rede de comunicações do mundo. Estava a passar o fenômeno global BBB VIII (Big Brother Brasil VIII). Fiquei impressionado em ver a maneira nada discreta de manipular a opinião pública deste programa. Qualquer indivíduo mais ou menos culto pode notar isso, apesar desta ser uma opinião quase unânime de todos os telespectadores. Através da seleção de cenas e da edição das imagens e textos acompanhados de uma música, não era difícil perceber quem deveria cair nas graças do público e quem deveria ser rechaçado, ou “emparedado”. Isso tudo, escamoteado pela suposta vontade popular, pois segundo seu apresentador principal, o BBB é a mais pura expressão da democracia aberta: nele é “você” quem decide. Este fenômeno não se restringe ao programa BBB, está presente no jornalismo informativo (eu diria, formativo), e na principal difusora de cultura e imaginários, as novelas. Esta ultima, penso eu, juntamente com as Igrejas, com a família e com a Educação formal constituem o principal quadro de produção cosmológica deste país.
Também ontem perdi uma boa meia hora a ver um bocado de novela. Na mesma medida que é informativa e educadora, pode ser difusora de falsa consciência (parafraseando o velho Marx) e condicionadora. Num capítulo vi uma brilhante cena de um enredo que valorizava a reprovação do preconceito racial. Excelente contribuição! Noutra, uma apologia à justiça humana feita pelas próprias mãos, a banalização da desonestidade, da corrupção, da violência, bem como as suas naturalizações, como se fosse premissas in nature da essência brasileira. Cenas de violência em uma favela, comandada por um líder autoritário que é seguido pelo seu feudo como se fosse um herói paternal. O retrato cruel da permanência do paternalismo, do clientelismo e do coronelialismo na vida política desta fração de terra americana. Nada de mentira, nada de ficção, a mais pura realidade, entretanto, naturalizada demais como se fosse imutável, e até, de certo modo, aceitável. A personagem do Sr. Juvenal Antena, o líder comunitário da favela da Portelinha, uma ocupação irregular de terras capitaneadas por ele próprio, está transmutado, na novela, na figura de um benfeitor, uma espécie de Hobin Wood urbano, escamoteando a sua verdadeira identidade de “Chefe do Morro”, do tráfico, do poder paralelo, da dominação, da submissão às suas vontades e seus interesses.
Se isso acontecesse apenas no mundo virtual da TV, até que não seria desalentador, pior que como dizem meus mentores teóricos, o virtual é o espelho recriado do real, e por isso, acontece evidentemente no plano do concreto, fora das telas das novelas, jornais e BBBs. Fiquei pasmo ao ler o comentário da Eliane Cantanhede, na Folha de São Paulo. Esta jornalista, que atualmente é colunista deste jornal, foi atacada da pior maneira possível, com palavriados de baixíssimo teor moral, apenas por tentar, com sua experiência, alertar a população para um risco eminente de epidemia, muito provável e possível. Os detalhes, que não reproduzo aqui, o leitor pode encontrar lendo na íntegra a sua crônica “Seis casos, cinco mortes”, publicada pela Folha, em 16/01/2008. Segundo a autora, que já cobriu um caso semelhante durante o governo de Governo Ernesto Geisel, durante o regime militar, ahora não é de dúvidas, é de se vacinar. Naquela época, apesar das declarações contrárias do Ministro da saúde de então, o país estava ingressando numa preocupante epidemia de meningite que levou a óbito muitas pessoas, principalmente crianças. A autora teve, inclusive, uma entrevista captada pela censura do regime e proibida de ser publicada na Revista Veja, pois, segundo o governo de então, declarar a verdade poderia causar caos na população em busca de tratamento adequado. Hoje, os casos de mortes por febre amarela ainda são poucos, apesar de que os 5 casos confirmados não possam ser banalizados (quem gostaria de ser o próximo?). Tudo isso pode ser evitado com vontade política e respeito à população. Existe tratamento preventivo, as vacinas! Mas a população precisa ir tomá-las e o governo tem de fornecê-las. Apesar de o Brasil ser o maior produtor desta vacina no mundo, o estoque não é suficiente para atender a demanda de toda a população. Com o medo de que ocorra uma corrida desenfreada aos postos de saúde em busca das mesmas, o governo tem optado por uma política seletiva, delineando áreas de risco intenso, áreas de risco moderado e áreas de risco baixo. Não existe no país nenhuma área de risco zero, apesar das informações contrárias propagadas pela TV, pelos responsáveis de saúde, etc. No plano ideal, a atitude mais correta seria imunizar a maior parte da população possível, em massa e logo. Mas isso representa custo e articulações políticas. Enquanto morrem apenas esparsos agricultores e moradores de regiões de matas, não existe prioridade. A prioridade vai começar a ser uma questão quando começar a matar artistas da Rede Globo, filhos de deputados e algum representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Como está a acontecer com a Dengue, que, aliás, é transmitida pelo mesmo mosquito, o famoso Aedes Egypt. É fato que nem todo mosquito está contaminado e faz mal, mas se hoje temos o Aedes em praticamente todo o território nacional, e antes estava delimitado a áreas circunscritas, o que nos garante que a doença não se espalhe também? Por que é o governo que decide quem deve, ou não, procurar os postos e tomar a vacina? Não deveria ser cad cidadão, com sua autonomia própria a decidir? Não é um direito ter acesso à vacina? Não é obrigação do governo produzí-la e fornecê-la?
Eu tomei minha vacina ontem. E no posto onde fui, ela tinha recém chegado e já estava novamente por terminar. E você? Vai ficar acreditando na “informação/formação” do governo transmitida pela Rede Globo?
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Summorum Pontificum: restauração conservadora

Para o historiador e filósofo Enrique Dussel, Bento XVI “encabeça
uma corrente de restauração conservadora, e restaurar é voltar atrás”. Concordo plenamente!
Não são poucas as novas (ou velhas) decisões desse novo Papa que me tem assombrado, mas algumas em especial. Essa preocupação papal de reavivar uma antiga sombra da liturgia das missas permitindo rezá-las em latim com a Summorum Pontificum sobre o Motu Proprio, deixou-me um tanto perplexo. De fato, segundo o direito canônico, as missas em latim nunca foram proibidas, tanto que a mais famosa e midiática missa anual, a “do Galo”, retransmitida televisivamente para todo o mundo, ano após ano, segue-se no bom latim papal como um bonito espetáculo. Mas até aí, vá lá... o latim é a língua oficial do Estado católico, a celebração ocorre em solo vaticano e nada mais natural que seja pronunciada na sua língua oficial. De mais a mais, é sempre traduzida em simultâneo para os idiomas dos países de onde se retransmite, podendo o fiel inteirar-se das cantorias, leituras e orações. Mas dizer missa em latim no cotidiano dos países dispersos pelo mundo parece-me dar umas boas passadas para trás, um retrocesso dos grandes.
Isso, eu sei, depende do ponto de vista. Para os reformadores e simpatizantes do Concílio Vaticano II tenho certeza que é um mergulho no passado despropositado e quase incompreensível. Afinal, foram anos de luta para fazer uma aproximação do povo à liturgia e à doutrina católica, todo um trabalho que estaria ameaçado pelo retorno de uma tradição descompassada. Não é difícil compreender que o grande salto qualitativo que o Vaticano II proporcionou foi a introdução dos fiéis comuns tanto na preparação e orientação espiritual (catequese), quanto das celebrações litúrgicas, coisa que antes era reservada a poucos iniciados, padres e prelados da Igreja.
Mas, nem todo mundo pensa assim, e a principal e mais forte hierarquia do mundo, a Igreja Católica Apostólica Romana, uma das poucas que assume publicamente sem temor de represálias e interdições, não ser democrática, gosta mesmo é de lidar com a fé ignorante. Eu diria que é por ser mais fácil de manipular a massa, outros apelariam para o discurso da simplicidade de coração (para mim, baboseira que rima com pecado original). Fato é que, até posso apostar, muitos irão se levantar na campanha do “latim, já!”. De fato, só no México já existem duas catedrais diocesanas com missas diárias em latim. Na Europa, acredito eu, elas nunca desapareceram por completo, mas eram espécies de raridades culturais presentes em um mosteiro aqui, um santuário acolá. Quiçá agora voltem a se proliferar, afinal a acústica da maioria dos templos foi projetada para ressoar o timbre oscilante do gregoriano.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Como nasce um poema? Quem escreve poemas?
Estou a ler um livro que, como toda obra literária, não contém apenas histórias de ficção, mas também, uma boa soma de realidade recriada. O enredo da trama, de fato, está baseado em uma ampla investigação séria sobre a vida e o contexto em que viveu uma das personalidades mais conhecidas do Ocidente: São Francisco, o poverello d´Assis! A obra, “A conspiração franciscana”, publicada pela editora Sextante (2007), da pena de John Sack, um literato americano de Ohio, formado em língua inglesa pela Universidade de Yale.Quando da seleção do livro para compra, chamou-me a atenção e despertou-me o interesse o fato de já ter conhecimento do autor por outras veredas literárias. Ele, como eu, percorre caminhos não uniformes do Conhecimento, separados pela academia tradicional em áreas específicas que não se comunicam. Ele, como eu, procura juntar, conciliar estas áreas dissociadas do Saber, tornando menor a distancia que as desconecta. Ele, um literato que escreve livros técnicos de informática; eu, um sociólogo da técnica e da tecnologia, e pretenso poeta.
Entretanto, não foi a biografia múltipla do autor que me motivou a escrever este post, e sim uma das tantas passagens de um de seus livros que me saltou aos olhos; talvez por dividir com ele a mesma relação com a poesia e com a literatura. Trata-se de um diálogo simples, mas como tudo que é simples na vida, repleto de verdades e sabedorias. Para não me alongar no hipertexto, transcrevo ipsis litteris a parte, que fala por si. De bônus, segue na continuação um poema meu... um pouco de exemplo concreto do tema em questão. Absorva a essência do diálogo e veja se isso não é um belo tratado de literatura informal. Uma aula que raras vezes conseguimos nos bancos universitários.
“ – Não Enrico – garantiu –, um poema não exprime apenas sentimentos; fala de experiência. Para criar uma única linha, o poeta precisa visitar cidades, conversar com muitas pessoas. Deve reproduzir as vozes dos animais, pairar nas alturas com os pássaros e acompanhar os menores movimentos de um botão se abrindo em flor. Tem de viajar de volta no tempo rumo a caminhos estrangeiros e encontros inesperados para sofrer as doenças da infância (...)” (pg. 96)
(...)
“ O poeta deve sentar-se ao lado do moribundo, perto da janela aberta, para ouvir o choro dos que estão lá fora e a respiração agonizante dentro do quarto. E, por último, deve permitir que essas recordações se desvaneçam e depois esperar com grande paciência que elas retornem.
– É dessas recordações que nascem os versos? – pergunta Enrico.
– Não, filho. Ainda não. Não até que se transforme, através do próprio sangue e da carne do poeta, em pensamentos sem nome, que ele é incapaz de distinguir dentro de si mesmo. Então, no mais puro e raro dos momentos, o poeta consegue destilar deles a palavra de abertura de um verso. (...)” (pg. 97)
Bônus de hoje:
(Adalto Guesser)
Queria sentir-te, amor.
Sentir o teu cheiro
Teu beijo, calor.
Queria sentir-te, amor.
Não só num momento
Num sonho a perder
Mas sim face-a-face
Com olhos-nos-olhos
Bem junto de mim.
E tocar,
E sentir,
E viver,
E calar...
Queria sentir-me, amor.
Sentir-me maduro, seguro
Sem medo ou receio,
queria ser teu.
E tocar,
E sentir,
E viver,
E calar...
Fabricando uma sociedade melhor: um outro mundo possível!

Estava a visitar o blog do amigo Sérgio Amadeu e me deparei com essa foto nada mais que emocionante. Um grupo de senhoras da terceira idade, no SESC Pompéia, a aprender informática utilizando GNU/Linux.
Segundo Sérgio: “Esta foto foi tirada pela Alexsandra Bentemuller no Sesc Pompéia. Lá vários grupos de pessoas da terceira idade aprendem a usar GNU/Linux. ALexsandra foi minha orientanda na pós-graduação da Cásper Líbero. Sua pesquisa apontou "A nova face da velhice: a relação da terceira idade com o computador e a internet. Aprendi muito com este trabalho que mudou bastante minha concepção sobre o aprendizado e sobre a capacidade de sonhar e projetar um mundo melhor.”
De fato fico a pensar nessas pessoas que não temem as novidades e se projetam a enfrentar novos desafios. Foi no contato de algumas experiências como esta que no ano de 2000 me lancei a estudar esta temática do software livre. Foi ao observar pessoas assim, que não param no tempo e nas dificuldades e agruras da vida. Foi ao ver experiências de alguns rapazes que trocaram as ruas e o tráfico para aprender informática nos telecentros de São Paulo, de mulheres de mais de 60 que realizaram seus antigos sonhos de escreverem seus livros de poesia, de pais de família que puderam se capacitar profissionalmente através dos projetos de inclusão digital livre, que comecei a notar uma nova sociabilidade se difundindo. Um coletivo de pessoas a produzir coletivamente uma nova relação com o conhecimento, mais criativa, colaborativa e livre.
Esta foto também me faz pensar nos momentos de fraqueza em que nós “jovens”, às vezes tão envelhecidos diante da velocidade que as coisas acontecem na atualidade, desanimamos muito fácil de nossos ideais. Nossos desânimos diante de pequenas dificuldades e nossos medos de enfrentar os desafios de nosso próprio tempo tem de ser afrontado com atitudes como as dessas senhoras da terceira idade. Tal grupo não está apenas se auto-produzindo, mas criando uma sociedade melhor: um outro mundo possível!
sábado, 19 de janeiro de 2008
Coisas que eu sei, pois não creio que "nada" sei
Essa música expressa um pouco da minha complexidade. Um pouco amplificada, como tudo que é poesia e que precisa ser exagerado para alcançar o íntimo mais profundo das almas ouvintes.
Espero que toquem as suas e que possam compreender-me um bocadinho mais.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Recriando o antigo: o Cartão Postal de ontem e de hoje

Com o desenvolvimento tecnológico das redes de computadores, as comunicações de todos os tipos passaram a sofrer constantes reformulações. Da simples carta missiva, que era portada em mãos de um emissário a um destinatário situado num ponto qualquer do mundo, podendo levar até anos para ser entregue, até um simples telefonema, tudo está a ser recriado pelo uso de computadores e suas maravilhosas interações e possibilidade de troca de dados. Mas gostaria de chamar a atenção para um pequeno porém, nem tudo que temos hoje a ser operado pela velocidade “em tempo real” da Internet é uma idéia completamente nova.
Como já dizia o físico-químico, “no mundo nada se cria, tudo se transforma”, também o Cartão Postal se transformou. Veículo interpessoal que teve seu auge no Brasil entre 1920 e 1930, o Cartão Postal foi, a seu tempo, uma mistura de e-mail, blog, fotolog, telefone celular e televisão. Num pequeno pedaço retangular de cartolina, trocavam-se mensagens breves, acrescidas de uma imagem – cenários urbanos, eventos diversos, tipos populares ou personalidades. Feitas por fotógrafos profissionais. Colhidas com esmero e cuidado, as imagens eram enviadas pelos Correios, encurtavam distâncias, de país em país, de cidade em cidade, de casa em casa, levando impressões de viagens, notícias familiares, felicitações, declarações de amor e até imagens jornalísticas que mais tarde eram aproveitadas pela imprensa internacional. É preciso lembrar que no auge da época dos Cartões Postais, isto corresponde a falar em antes da Revolução de 1930, não havia TV e o sistema telefônico brasileiro era precaríssimo.
Refeitas as contas, o tempo decorrido, hoje o que corre de casa em casa, de escritório a escritório, de computador a computador, são os e-mail e hipertextos trocados entre endereços eletrônicos. Sejam simples textos ou complexos multimídias, com imagens, movimentos, som, textos, não é de se estranhar se amanhã, ou depois, contenham, quiçá, odores e temperaturas. Você já pensou em receber em pleno inverno europeu um cartão virtual da praia Môle, em Florianópolis, e poder sentir o cheiro da maresia do mar, a brisa fresca que chega junto com as ondas para refrescar o calor escaldante dos 35 graus que o sol estufa nestes dias de verão? É, não duvide muito, ao passo que caminha o desenvolvimento tecnológico, isso não só é possível como já existe, apenas não está a ser largamente utilizado.
Bom... esta sensação ainda não posso reproduzi-la no todo neste meio e com os recursos tecnológicos que tenho no momento, mas posso mandar, junto a este texto, uma imagem, um Cartão Postal deste “pedacinho de terra, perdido no mar”: Florianópolis (Ilha da Magia).
Saudades de todas e todos que ficaram a trabalhar além-mar e no interior desse Brasilzão imenso, onde o mar não toca a terra. Também estou a trabalhar por aqui... quer dizer, tentando... entre um cartão postal, e outro.
Europa e 1ª Conferência Internacional sobre Qualidade de Software Aberto
Na Conferência haverá um painel sobre “Experiências e melhores práticas com o uso de software aberto/livre para promoção da inovação e do crescimento econômico”. No painel, o pesquisador Jarbas Lopes Cardoso Jr., do Centro de Pesquisas Renato Archer - CenPRA/MCT, parceiro da SLTI, ABEP e PRODERJ na iniciativa do Software Público Brasileiro-SPB (http://www.softwarepublico.gov.br), abordará o tema “Software Público Brasileiro Analisado sob a Perspectiva da Rede”, onde serão mostrados os resultados preliminares alcançados pela experiência brasileira.
Os principais temas que serão abordados na conferência são da definição de modelos de negócio para o código aberto/livre, com o propósito de facilitar o uso pela indústria; de simplificar o ambiente legal; de racionalizar a interoperabilidade global das soluções; de implementar as melhores práticas na gestão de informação e de configurar os centros internacionais de competência para auxiliar a indústria e o setor público na alavancagem da inovação tecnológica e do crescimento econômico. Jarbas Cardoso, destaca a coincidência dos temas com as propostas e realizações do Portal do Software Público Brasileiro.
O consórcio conta com 21 instituições, sendo que do Brasil participam o SERPRO e a USP, e tem como objetivos definir e implementar tecnologias, processos e políticas para facilitar o desenvolvimento e uso de software de código aberto e livre. É um projeto financiado pelo 6º Programa-quadro europeu com um orçamento de cerca de 18 milhões de euros. Entre outras coisas, o Programa pretende implantar uma rede de centros de competência na produção de software código aberto e livre, sendo que a USP, em São Paulo, abrigará um desses futuros espaços.
Os principais resultados previstos pelo pesquisador, relacionados com a experiência do Software Público Brasileiro, são: em primeiro lugar, a ampliação do reconhecimento internacional do SPB; segundo a abertura de oportunidades de cooperação internacional, em especial, entre o SPB e o consórcio Qualipso e, por último; o fortalecimento da tese do desenvolvimento econômico com base em bens intangíveis.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Existem românticos?
Composição: Vander Lee
Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso.
Românticos são lindos,
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas,
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares, que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção.
Românticos são poucos,
Românticos são loucos,
Como eu
Como eu
(Como nós)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Lições dos pequenos! Direto do Sul metafórico (real)
Você sabe o que justifica o povo boliviano votar majoritariamente em Evo Morales? E no Brasil, no Lula?
Quero iniciar este novo ano, postando um vídeo de uma simplicidade imensa, mas que traz uma lição de Sociologia Política incomparável. Produzido por alunos da FACOM, da UFBA, me foi indicado por uma grande amiga e professora daquela universidade. Deixo-vos com a simplicidade das imagens e dos discursos produzidos pelo cotidiano sofrido do povo Boliviano.
Sinopse:
Cinco jornalistas, câmera e roteiro nas mãos. A partir do dia 4 de agosto desembarcamos na Bolívia para produzir um documentário. Foram mais de 40 dias rodando o país em busca de personagens e respostas que norteiem o cenário das principais propostas e ações políticas do governo Evo Morales com destaque para quatro temas da atual agenda pública de debate boliviano: a ação do movimento cocalero e a disputa de terra, a ação do movimento dos mineradores e a luta pela exploração do solo, a política de nacionalização dos hidrocarbonetos e a aprovação da nova constituição do país.
Link do Vídeo: http://www.youtube.com/boliviadoc
Link do blog do projeto Bolívia: http://www.projeto-bolivia.blogspot.com/

